A muito venho querendo escrever um livro... Já fiz vários começos, mas não passei disso... Enfim que agora voltei a fazer o mesmo, recapitulando umas 5 páginas de um início que eu tinha guardado, a idéia em si para mim sempre me pareceu boa, contando sempre com a fundamental ajuda de minha namorada nas partes de
'teste de público'...
Não tenho uma base da qual eu possa msotrar ainda, então resolvi postar um outro começo que tenho aqui, do qual é um que gosto muito, que mais pra frente quem sabe...
Então ai esta, se possível, comentários e críticas seriam de grande valia.
Vou postar uma página por semana, até o final, tenho no total 6 páginas desta história.
Espero que gostem, abraços.
A vila
Capítulo 1 - Jack
Janne e Jack estavam casados há dezessete anos, passaram por muitas dificuldades, entre elas, sua filha Francielle, 'a nossa Franci' como eles costumam chamar , que nasceu de sete meses e falta de oxigenação na hora do parto, corria o risco dela ficar com fortes seqüelas pelo ocorrido, mas felizmente um ano após seu nascimento conseguiram cura-la, e hoje ela está ai, uma linda adolescente de 16 anos. Compraram uma casa própria depois de 10 anos de casados, não era um casarão, nem em um dos melhores bairros da cidade, mas era deles, e eles poderiam arrumar do jeitinho deles, e assim fizeram. E agora há pouco mais de dois meses ele foi promovido, estavam finalmente tendo a vida de seus sonhos. Até o dia em que aquela carta chegou, aquela maldita carta.
- Mas que merda Jack, você não pode simplesmente sair no meio da noite e ir atrás de uma carta que nem remetente tem.
Essa discussão tinha começado após Jack ter chego do serviço e visto que uma carta chegou para ele, ao lê-la ele mudou completamente. Em todos esses anos de casados ela nunca tinha visto um olhar daquele nele, distante, frio, e tinha algo mais que estava a perturbando, ela no momento não quis aceitar, mas sabia o que era.. ela via a Morte por através de seus olhos. Ele enlouqueceu ao ler aquela carta, disse que sua mãe estava doente, e que precisava visitá-la urgente. Mas no fundo ela também sabia que aquilo era mentira.
- Olha, eu preciso ir ta bom? Eu te amo, você sabe como eu te amo, mas eu preciso fazer isso, por favor, apenas aceite.
Ele fala já se dirigindo para um pequeno bidê perto da porta, onde deixava todos os dias a chave do carro após chegar do serviço. Pouco antes dele sair Janne, em um ultimo ato de desespero para impedir sua saída, pergunta:
- Como você pode ter certeza que é mesmo sua mãe?
Ela sabia que ele não suportava falar em sua mãe genética, tentou muitas vezes conversar com ele sobre isso, tentar encontrar sua mãe, pelo menos ela acha que era esse o sonho de todo órfão, mas o dele parecia que não, na última vez que ela o tentou convencer ele mudou bruscamente o tom de sua voz e pediu para que ela nunca mais tocasse no assunto. E assim foi, até aquele momento.
Ele para no vão da porta entreaberta e se vira para Janne:
- Eu tenho.
E saiu então, e ela ficou ali, parada, tentando entender o que tinha acontecido nas ultimas duas horas desde que meu marido tinha chego do serviço. E assim ficou, até que a batida da porta da chegada de sua filha da escola a despertou, quase que igual a uma hipnose, quando o Doutor conta até três e estala os dedos.
- Mãe?
- Ahn? Ah sim, é você.
- O que aconteceu, o que você estava fazendo ai parada?
Fala Franci começando a retirar os tênis e jogar a mochila no canto ao lado da porta como era rotineiro fazer.
Foi nesse momento que Janne pensou sobre sua vida nos últimos anos, e sobre uma rotina que havia sido imposta por eles mesmo. Sendo quebrada apenas as Sexta-feiras, que era o dia em que Jack frequentava um bar que ficava próximo a sua empresa. E assim foi, ano após ano. Talvez a vida perfeita que Janne havia criado, era vivido apenas por ela mesma. Ela não havia parado para pensar o que Franci e Jack estavam sentindo. E no final das contas talvez aquela 'vida dos sonhos' fosse uma mera rotina que Janne se acostumara.
- Mãe? Mãe? Pai venha ajudar aqui. Mãe acorde.
E novamente Janne parecia ter acordado de uma Hipnose, e repentinamente ela falou em uma voz quase que chorada:
- Seu pai foi viajar.
- O que? Para onde ele foi?